-♦-♦- Outro Castelo -♦-♦-

“Minha Própria Novela Mexicana”, não é só um título divertido, mas é também uma descrição, tudo o que é postado aqui reflete algo que aconteceu (ou vai acontecer) na minha semana, um sentimento, um momento, uma dúvida e por ai vai. Muitas vezes conversando com um grande amigo (grande… beeeeeem grande) falamos que nossas vidas são como sitcons (aqueles seriados de comédia americanos geralmente gravados em ambiente fechado e com risadas de fundo), sitcons que inclusive podem ser divididos em temporadas, em nossas conversas sempre vemos esses pontos de divisão, situações semelhantes à dos seriados, trilha sonora, quais personagens as pessoas ao nosso redor são e por ai vai. É muito comum quando vemos esses seriados termos uma noção do destino dos personagens, afinal o mundo da TV é cheio de clichês, mas isso fica confuso quando nós somos os protagonistas, até porque isso não é TV, nós somos os roteiristas e nem sempre tudo segue o script.

Eu posso dizer que as temporadas da minha série sempre começam em dezembro e vão até dezembro do outro ano, veja bem… Na temporada passada, em dezembro eu decidi pensar o que eu queria de mim, eu era um garoto cheio de sonhos (o que piorou vertiginosamente) e sabia que era hora de parar de esperar, era a hora de começar a correr atrás deles. Ao longo dessa temporada eu tive momentos muito interessantes, de fato essa foi a temporada mais vivida e fora de controle que eu já tive, meus horizontes se abriram de maneiras que eu nunca poderia esperar, eu me apaixonei perdidamente e isso me definiu de maneiras que tornaram essa paixão quase um caminho para que eu crescesse, fui aceito em uma conceituada escola de teatro musical (embora tenha aberto mão dela temporariamente por assuntos mais urgentes), fui ao meu primeiro musical de produção internacional, assisti ao show da Lady Gaga, roubei um beijaço de quem eu amava (e ganhei outro de brinde), viajei, fui rebelde, fui certinho, emagreci + de 40 kg (eu sei, eu sei… eu também fico chocado as vezes), comecei a compor músicas mesmo tendo poucos meses de aula e praticamente nenhuma teoria musical, entre uma infinidade de outras coisas… Essas só foram as que mais me definiriam e jamais teriam acontecido se eu tivesse permanecido na minha zona de conforto ou se em algum momento eu tivesse mentido pra mim mesmo ou não tivesse seguido 100% o meu coração, estando certo ou errado, eu fui não só quem eu sou, mas quem eu queria ser… Eu não me permiti me estagnar e nem calei nenhuma voz que sussurrava em mim… Acho que isso é crescer!

Pois bem, a temporada passada foi cheia de idas e vindas, altos e baixos, momentos e momentos, foi ótima, mas já chegou ao fim. E em minha opinião ela chegou ao fim no momento em ‘Priscilla – A Rainha do Deserto’ começou em São Paulo, depois dos fatos superficialmente narrados em Corredor Perdido . As luzes do musical se acendem, fade out e os créditos, fim de temporada.

Nada de muito expressivo (além do show da Gaga) aconteceu até duas semanas atrás. Novembro acabou e Dezembro começou, uma nova temporada chegou e eu não sei ainda quais surpresas ela vai me trazer.

Mas eu já sei como foi o primeiro episódio…

O primeiro episódio começou no meu aniversário, a postagem do texto Chegou a hora de apagar as velinhas… (meu texto que alcançou mais visualizações), toda a alegria e o caos de um aniversário, o achar que um certo alguém esqueceu, os últimos ensaios para a minha apresentação de fim de ano na escola de música. Ahhhh essa bendita apresentação…

Eu já adianto que eu fui péssimo e não falo isso com falsa modéstia, eu toquei essa música inúmeras vezes durante as aulas e a pior vez provavelmente conseguiu ser melhor que a apresentação em si, eu tava MUITO NERVOSO, era uma música autoral, eu deveria cantar e tocar e o pior… EU NÃO CONSIGO TOCAR EM PÉ! Eu sou muito alto e geralmente o teclado/piano está em um nível adequado para ser tocado sentado… Resumindo, eu fui péssimo, mas aparentemente algumas pessoas ainda gostaram (tem gosto para tudo).

Como todo primeiro episódio, esse serviu para estabelecer o que esse ano pode trazer de novo, o que se mantém e o que permanece como uma grande incógnita. Eu percebi algumas coisas que só tornam outras ainda mais complicadas, as vezes de pixel em pixel uma imagem é formada, só que as vezes fora do tempo, afinal tudo precisa acontecer na hora certa e no local certo. Pegando a apresentação como exemplo, eu poderia ter ferrado a música na hora certa e no lugar certo (durante as aulas) e tocado bem na hora certa e no lugar certo (na apresentação), mas as coisas não escolhem hora e nem lugar para acontecer. Pior ainda é quando se trata de sentimentos, sentimentos não escolhem hora e nem lugar para acontecer, muito menos situações adequadas… O primeiro episódio teve um pouco de tudo, emoção, decepção, felicidade, sensação de dever cumprido, realizações, paixão e dúvidas, mas até agora tem tudo sido muito bom e a nova temporada promete caminhos novos, e eu mal posso esperar por eles.

Quanto a apresentação, a música escolhida foi “Another Castle”, uma música lenta e doce com algumas quebras, ela representa um momento bem específico da temporada passada, ela representa o que eu deveria sentir, ela representa a minha consciência tentando rir das minhas dúvidas.

E por mais que a apresentação não tenha sido perfeita e por mais que eu tenha tremido bastante, é sobre isso que se trata a música, tentar e tentar e não mais esperar… Não esperar pelos outros, correr na direção do que você quer… E bom ou ruim eu corri e cantei Another Castle na frente de todos aqueles estranhos, e o resultado? Bem… Eu fiz o que eu queria e devia naquele momento, de resto… FODA-SE!

O problema chamado “Ciúme”

“Olá amiguinhos e amiguinhas é bom ter vocês de volta” – ler com a voz da Eliana, não a Eliana de hoje, mas aquela dos anos 90.

Como passaram a semana? Bem? Well, minha semana foi… Foi do caralho sério… Eu tive emoções muito interessantes, finalmente tive a minha apresentação na escola de música, matei saudades de pessoas que estavam longe (fisicamente e sentimentalmente) e eu não consegui me dedicar ao texto antes porque tem algo martelando na minha cabeça, uma vontade… Algo bem… Atraente, inteligente, bem servido interessante e complicado (like always, afinal essa é a graça da vida, não é champz?). MAS isso não é assunto para agora, nenhuma dessas coisas vai ser tratada aqui hoje… Eu tenho um texto sobre minha apresentação, mas eu vou esperar o vídeo dela ser liberado de maneira que o post fique completo.

Enfim, por isso eu me atrasei um pouco em postar o texto dessa semana, mas ele está aqui… E ele é…

– CIÚMES –

ou

– AQUILO QUE NINGUÉM SENTE –

ou

– GOSTO QUE TENHAM DE MIM, MAS NÃO ASSUMO QUE TENHO DE NINGUÉM –

Todos animados?

Todos animados?

O que falar do ciúmes? Como fazer uma introdução de um texto sobre algo tão… Tão… tão…..

Argh, sobre algo tão escroto…

Um assunto que nem é  de longe um dos meus favoritos, mas eu me desafiei a encontrar um pouco de lógica nele, embora a maioria dos casos de ciúmes pareça (visto de fora) simplesmente LOUCURA!

Pois é, ciúmes… Um assunto polêmico que é provavelmente o componente mais feio de todos os relacionamentos na face da Terra, em menor ou maior grau. E eu falo com propriedade sobre o tema, porque eu enxergo-o de fora… Porque eu sou uma pessoa que não sente ciúmes…

SÉRIO, EU NÃO SINTO CIÚMES…

Acredite, eu Rique Raynal NUNCA senti uma gota de ciúmes na vida, nunca olhei feio para alguém paquerando quem eu gosto, nunca me senti jogado de lado se alguém não pode me ver porque um parente foi hospitalizado, nunca fiz birra porque alguém preferiu sair com outras pessoas do que comigo, nunca fui um troll possessivo com as pessoas que estavam comigo. Acredite, esse último paragrafo foi em parte irônico… Nem deu pra perceber, mas juro que foi!

Bem! Comecemos daí, “sentir ciúmes” é quase um tabu, é algo realmente feio, algo horrendo, um crime… Eu sinceramente não entendo como pode existir ciúmes se três em quatro pessoas afirmam piamente que não o sentem, chamam ele de outra coisa, dão mil desculpas, mas não assumem que estão com ciúmes ou sentem ciúmes, existem ainda aquelas pessoas de olhos castanhos que ainda dão uma risada forçada, fazem uma cara de “que absurdo isso!” e exclamam “Ciúmes, eu?” como se tivéssemos proferido uma ofensa terrível.

UMA NOVIDADE: SIM! CIÚMES, VOCÊ… EU… NÓS!

COLOQUEMOS ABAIXO O TABU DO CIÚMES!

Com algumas ressalvas obviamente, estamos falando de algo saudável… O que se tratando de ciúmes é algo tão raro quanto alguém que assume que o sente.

Assumir que sente ciúmes é de certa forma baixar a guarda e deixar que as pessoas saibam que você gosta muito delas, de uma maneira que qualquer ameaça à sua posição na vida daquela pessoa deve ser minada. Em poucas palavras o ciúme é isso, o medo (racional ou irracional, de acordo com o julgamento da freguesia) de perdermos nossa posição na vida de alguém querido. Temos medo que nossos namorados e namoradas encontrem alguém melhor do que nós somos e nos substitua, que nossos amigos encontrem alguém mais divertido, que nossos pais prefiram nossos outros irmãos, ou que nossos irmãos prefiram seus amigos… E por ai vai… O ciúme é um medo e está diretamente ligado (embora não exclusivamente) à maneira que nós nos enxergamos…

Muitos falam que ciúmes é falta de confiança no outro, mas macacos me mordam eu acho que vai além! Dito o que já foi dito nesse texto eu consigo chegar em um raciocínio: acho que o ciúme (aquele doentio e bem complicado) tem muito a ver também com segurança (a falta dela), com a incerteza de ser ou não ser o bastante para o outro, embora eu precise dizer… Na minha opinião isso se aplique bem mais aos casos de ciúmes extremo, aquelas pessoas que extrapolam os limites do ciúmes, muitas vezes sem grandes razões para isso, talvez elas realmente não tenham confiança em si… E falo isso do “topo da minha psicologia de bar” o que em resumo significa: É SÓ A MINHA OPINIÃO, DISCORDEM OU CONCORDEM, EU VEJO LÓGICA NISSO E COM UM POUCO DE ESFORÇO VOCÊS TAMBÉM PODEM VER!

É esse o medo.

Então separemos, esse é o ciúme ruim, o ciúme que não é saudável, o ciúme que acaba contribuindo para o fim de tantos relacionamentos, o ciúme que faz alguém agir como um perfeito idiota, uma criança fazendo birra porque tem um medo.

E por mais que soe hipócrita eu dizer que não o tenha, eu consigo não deixar ele me afetar e acho que isso é o certo… Melhor do que fingir que ele não existe é ser maduro na maneira que se lida com ele! Não é?

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Mas também paremos de tratar ciúmes como tabu ou algo completamente negativo, aliás… Existe o ciúme saudável, um leve ciúme é bem fofo, convenhamos, quando a pessoa sente um leve ciúmes e isso não chega a ser um ponto negativo no relacionamento podemos até nos sentir valorizados, amados ou queridos, porque alguém tem medo de nos perder para outra pessoa e isso é awwwn so cute… E acho que ai mora a diferença entre o ciúme saudável e o medo, a partir do momento que começa a pesar, a partir do momento que isso gera conflito, a partir do momento que deixa de ser algo fofo e passa a atrapalhar a relação, talvez seja a hora de parar e… Bem, eu não sei o que fazer, não existe uma cura para o ciúme! A não ser o raciocínio, você tem mesmo razões para isso? Tem razões para duvidar do outro ou mesmo de si? Se sim, ótimo, resolva sua situação ou conviva com um ciúme justificado (torcendo para que sua relação seja forte e sobreviva a questões tão complicadas), se não… Bem, PARA DE BESTEIRA! Porque se não o ciúme vai se tornar uma faca de dois gumes e por meio dele você pode acabar perdendo algo pelo qual preza tanto…

Bem, por hoje é só Senhoras e Senhores, até semana que vem!!!

Somewhere Over the Kansas

PS: Esse não é um texto comum para o blog, o próximo texto vai ser postado na próxima quinta (dia de postagens, embora eu tenha postado o texto dessa semana no domingo… Sabe se lá o porque…), esse é um texto fora do contexto geral do blog, um texto digamos… “necessário” nesse momento. Por isso…

“Senhoras e senhores, telespectadores leitores do Minha Própria Novela Mexicana, interrompemos nossa programação para um pronunciamento da cxelentissima Presidenta  do confuso escritor desse blog, um texto que provavelmente não vai lhes acrescentar em nada, voltaremos em breve (quinta que vem) com nossa programação normal (um texto sobre tribos… Ou um sobre ciúmes… depende de qual ficar pronto primeiro). Boa Noite!”

Ainda aqui?

Pois bem, let’s go

Somewhere Over The Rainbow está tocando há alguns minutos, a música de “O Magico de Oz” eternizada na voz juvenil de Judy Garland (popularmente conhecida como Dorothy Gale) é um misto sútil de emoções tão doces e amedrontadoras, a música tocou na minha cabeça o dia inteiro, cantarolei ela alto e baixo e há poucos momentos resolvi ouvir uma versão cantada por um cantor havaiano “Israel “IZ” Kamakawiwoʻole”. Essa música atravessa gerações como um hino de um único sentimento: Esperança!!!

Esperança que exista um lugar além do arco-íris onde sonhos realmente se tornam realidade…

Mas bem, esse não é um texto sobre O Magico de Oz, não é um texto sobre esperança e não é um texto sobre a assassina de mulheres verdes e ladra-de-sapatos-de-rubi-sonhadora conhecida como Dorothy, esse é um texto sobre… Bem eu não sei o que pode sair daqui… Mas algo entre escolhas e consequencias (sentiu um pouco de seriedade? Pois é, eu também).

Um resumo rápido sobre o assunto – Toda ação gera uma reação – isso é física, isso é lógica, isso tá incriptado nas leis desse universo e isso é um fato do qual não há escapatória. Bem, é bem verdade que essa reação nem sempre vem na mesma forma ou intensidade, nem toda reação é equivalente à ação, as vezes isso é muito ruim, mas as vezes também é muito bom.

Enquanto penso e escrevo esse texto (me perdoem qualquer erro, eu me recuso a revisar esse texto escrito durante a madrugada pelo risco iminente dele ser apagado pelo sentimento corretivo conhecido como “vergonha alheia”) eu me dou conta de que antes de sentar e começar a escrever uma raiva subia pela boca do meu estomago… Sabe quando amamos e temos as famosas “borboletas no estômago”?! A sensação é semelhante… Agora imagine que essas borboletas estão devorando você de dentro para fora… Mas enquanto eu escrevo minha própria linha de pensamento me leva para lugares diferentes…

Dia pós dia eu vejo pessoas reclamando, reclamando de suas vidas, reclamando de seus amores, reclamando de seus empregos, reclamando da falta de dinheiro, reclamando de seus relacionamentos, reclamando… reclamando e reclamando como se estar naquela situação fosse a pior coisa do mundo, até o momento em que uma situação passa e elas percebem que a situação não é tão ruim ou simplesmente se conformam… Eu não costumo ser o tipo que reclama (ou que se conforma) e enquanto eu escrevo eu lembro o porque… Mesmo na merda minha consciência não me deixa esquecer que eu entrei naquela situação por uma escolha e provavelmente as outras pessoas também (não levemos isso para casos extremos, ok? Tipo “ah, mas quem nasceu na Àfrica não teve escolha” eu to falando de coisas que podemos mudar e que escolhemos… LEMBRE… Escolha)… Então antes de reclamar eu sempre penso “cala a boca e assume suas escolhas” porque ao menos no meu caso, meus problemas sempre começam por mim… Continuar em um emprego ruim, continuar em uma relação de merda, continuar sendo vilipendiado, etc, etc, etc… São frutos de escolhas que nós fazemos… E só uma nova escolha (e em 90% dos casos, uma mais complicada) pode nos tirar disso… Temos medo de mudar, temos medo do que é diferente, temos medo de assumir que estamos errados, que fizermos uma escolha errada e a vida linda como ela é vai continuar esfregando na nossa cara que fizemos uma escolha errada sempre que tiver chance… Vamos deixar passar mil vezes… Mil e uma vezes (no dia a dia as coisas são tão rápidas que nem percebemos)… Mas a vida vai continuar e empurrar cada vez mais forte até que consigamos soletrar A-R-R-E-P-E-N-D-I-M-E-N-T-O.

Talvez por isso sejamos tão conformistas. E por isso pessoas que vivem reclamando me parecem estar fazendo um papel rídiculo.

Voltando ao Mágico de Oz, um clássico eterno com um espiríto de liberdade e esperança… O filme é mágico e especial, mas se encerra no conformismo (digno da década de 30)…

A pequena Dorothy Gale tomou a decisão de fugir de casa quando a terrível Srta. Gulch ameaçou seu precioso Totó e depois de tudo descobriu que já tinha em casa, que já tinha no velho e empoeirado Kansas, tudo o que ela queria, amava e precisava. A lição de moral aqui é: “Não importa o quão coloridos seus sonhos sejam, se conforme e valorize o que você já tem, é tudo o que você precisa”. Isso é errado? É CLARO QUE NÃO! (Embora provavelmente o Totó tenha sido sacrificado para que os Gales não perdessem sua fazenda) Temos mesmo que valorizar tudo o que temos, porque cada coisa tem seu valor… É isso que eu to falando, cada escolha tem um valor (positivo ou negativo) sobre nós… Mas valorizar o simples não é se conformar com o simples… “Conformar” significa aceitar algo incômodo como parte imutável de algo, valorizar é dar valor real para cada coisa… E ao se conformar você acaba não dando o valor digno que uma situação ou até mesmo você merece… Mas esse não é um texto sobre conformismo, bem talvez seja… Talvez seja sobre como nossas escolhas podem fazer alguém sorrir, podem ferir, podem construit e destruir, mudar o rumo de vidas inteiras, tudo começa com uma escolha… O efeito borboleta é bem real… Não julgue-o por aquele filme… Mas pense em alguém que você realmente detesta ou ama… As vezes um pneu furado teria te impedido de conhecer aquela pessoa em uma situação que fez sentimentos negativos ou positivos aflorarem… A escolha é o maior fardo que nós temos que carregar… É o mais perigoso… É a arma mais perigosa em nossas mãos! Escolha, Ação, Esperança, Reação, Conformismo… Confuso até para mim. É demais para agora, podemos voltar individualmente nesses temas mais tarde… (brincadeirinha, só to te botando medo).

 

E antes que eu me esqueça, você pode escolher clicar nesse link (ou não):

Chegou a hora de apagar as velinhas…

“Chegou a hora de apagar as velinhas…”

(Calma ainda não)

“Parabéns, pra você…”

(ESPERA AINDA NÃO)

“A chuva cai, a rua inunda…”

(Puta que pariu, segura essas músicas só um pouco)

“Aha, Uhu, eu vou comer seu bolo…”

(Ok, eu sempre canto essa última, mas espera, antes falemos de uma coisinha)

– Conveniência Social-

 

Conveniência social, eu sou o único que fica assustado com isso?

 

Não, falo sério… EU SOU O ÚNICO QUE PIRA COM ISSO?

 

Honestamente, não nego o nível de neurose que isso faz aflorar no meu ser… Eu sou do tipo que é alérgico à camarão, mas tem um ataque anafilático depois de comer duas duzias para não ser mal educado com alguém se por conveniência social eu quero ser gentil, afinal alguém preparou aqueles camarões… Alguém teve muito trabalho com aquilo… E sempre é alguém com quem você não quer deixar uma primeira má impressão, tipo uma possível sogra, chefe, namorada, ou algo semelhante… Eu to com os camarões na boca, eu sou alérgico. Eu devo só cuspir eles fora, depois da refeição forçar o vômito com a escova de dentes do anfitrião ou dizer que sou alérgico? Sabe qual é a merda? TU SABE QUAL É A MERDA? Sabe porque eu prefiro ficar com a garganta em chamas? É que as pessoas NUNCA ACREDITAM QUE VOCÊ É ALÉRGICO… Elas pensam que você é metido, enjoado, fresco, que é mimado, nojentinho… Pensam que você dúvida dos dotes culinários delas simplesmente porque você diz ser alérgico… “Diz”, porque elas só vão acreditar que você realmente é quando perceberem seu olhar de pânico crescente enquanto sua garganta fica dormente enquanto começa a inchar…

 

Conveniências sociais…

 

E provavelmente a pior das conveniências sociais se materialize na forma de um bolo confeitado, com várias velinhas.

– DING – DING –

Isso mesmo, nós temos um campeão…

BOLO

 

Sim, senhoras e senhores. ANIVERSÁRIOS!

 

Aquele momento anual em que é celebrado o dia em que você chegou à esse mundo, aquele momento em que você deixa um ano inteiro (de muito drama e mimimi) para trás e se coloca em pé para um novo ano (de muito drama e mimimi ( -n)) cheio de novas possibilidades. As neuras do aniversário começam dias antes da… Como eu posso dizer? Sim, as neuras começam dias antes da “consumação” (amo essa palavra, vou usar ela com mais frequência).

 

Faltando mais ou menos um mês pro seu aniversário vem um parente ou um amigo pentelho e diz “Pô, você lembra que seu aniversário é em um mês?” NÃO, não… Eu tinha esquecido, porra ainda bem que eu tenho tu pra me lembrar disso! Sim, sim… pois é, 19 aninhos de vida!

 

E eis que tudo começa com “Você vai fazer alguma coisa?”.

 

E é nesse momento que sua cabeça é inundada e o terror do aniversário começa. Afinal, você vai ou não vai fazer alguma coisa? Você vai fazer uma festinha? Vai ser algo simples? Você vai chamar muita gente sabendo que só algumas pessoas irão? Você vai fazer uma festa para os amigos e deixar sua família emputecida? Você vai fazer uma festa para a família e excluir seus amigos? VOCÊ VAI ARRISCAR UNIR TUDO ISSO EM UM MOMENTO CAÓTICO DA SUA EXISTÊNCIA ONDE AMIGOS E FAMILIARES SE JUNTAM POR UM ÚNICO VETOR QUE É VOCÊ?

 

EU NÃO SOU NEURÓTICO, tenho certeza que tudo isso passa pela cabeça de todo mundo, NÃO MINTAM!

 

 

Tia Elizaneth não achou graça

“Chegou a hora de apagar a velhinha…”

 

 

Ok, ok. Faltam 15 dias pro seu aniversário e você decidiu fazer algo simples apenas para algumas pessoas muito bem selecionadas. Decidiu ir à uma pizzaria ou algo assim, convidou alguns amigos e parentes necessários. Começa o problema do lugar, porque obviamente seu pai mora na China e seu melhor amigo na Irlanda, você tem que arranjar um meio termo, não só no local, mas também no horário e no dia. Com muito esforço e sendo um patriota insistente você decide o local e tudo mais. Ai… Presta atenção… Presta atenção nessas palavras proféticas… Vai aparecer alguém que não vai poder ir porque tem uma prova, escreve o que eu to falando! Pode ser fim de ano, pode ser periodo de férias, pode ser meio do ano, começo, feriado, pode ser carnaval… ALGUÉM VAI FAZER UMA PROVA na porra do dia que você escolheu e olha que muitas vezes você nem escolheu dia de semana não, você puxou pro final de semana pra isso não acontecer e o infeliz ainda arrumou uma prova de concurso ou coisa do tipo… Ou uma viagem, ou uma cirurgia de calculo renal. Ai tu tem o que… 5 TIAS… E tia tem um lance legal, elas tão passando por uma crise de meia idade, então elas não falam a palavra “idade”, elas falam “primaveras”, quando a quarta tia vem falar que você tá fazendo “19 primaveras” você tem vontade de enfiar a cara dela no bolo enquanto rouba aquele brigadeiro que tu tá com vontade de roubar desde o começo da festa, mas sua mãe não deixa.

 

Uma festa, um bando de gente de núcleos diferentes da novela mexicana que é a sua vida… Você tem que se desdobrar, afinal o centro das atenções é você!

 

Eu posso gostar de estar no centro das atenções quando eu tenho uma razão pra isso, por exemplo… Se alguém elogia uma música minha, um texto ou um argumento, nós podemos conversar sobre, falar de inspirações, debater o assunto, etc, etc, etc… Agora se alguém vem falar comigo sobre meu aniversário… Eu só consigo agradecer e inventar uma desculpa para seguir para a próxima pessoa… O que eu devo dizer?

– PAUSA –

 

A – Pois é, eu fui o espermatozoide campeão!

 

B – Ó que ano que vem tem de novo!

 

C – Ainda bem que meus pais não tinham camisinha!

 

D – Aha Uhu, NINGUÉM VAI COMER MEU BOLO!

 

Aniversários me apavoram. E na hora do parabéns? PAUSA PRO DRAMA…

E-N-A-H-O-R-A-D-O-P-A-R-A-B-E-N-S-?

 

Tá todo mundo te olhando… TODO MUNDO TE OLHANDO! Como se eles dissessem “eu sei porque você demora tanto no banho”. O que eu devo fazer? Sorrir e olhar pro teto? Olhar pra vela? Olhar pra cara das pessoas? De quem? Eu bato palmas ou não? Tipo, se as palmas são para mim não é meio presunçoso bater palmas? E se eles fizerem o “com quem será?”, não… POR FAVOR, NÃO! Eu vou fazer 19 anos e nem tenho namorada (muito menos namorado)… O que significa que eles podem fazer isso com qualquer pessoa do salão, e se meus amigos falarem o nome de quem eu gosto? Não, calma… Eles não vão fazer o com quem será… FUDEU, ELES COMEÇARAM A FAZER O COM QUEM SERÁ… MÃE, POR FAVOR ACENDE A LUZ OU ME TIRA DAQUI… SOCORRO…

 

É DE ENLOUQUECER QUALQUER UM!

 

Sem falar da maneira que eu me sinto obrigado a entreter e garantir que todos os convidados estejam tendo um bom momento e sempre tem um FDP anti-social que se exclui do grupo e você tenta fazer ele conversar com alguém, mas ele não se entrosa e as coisas vão ficando mais e mais estranhas…

 

Enfim (bati meu recorde e não disse nenhum “bem” nesse texto), aniversários podem ser uma verdadeira cilada social, das grandes e das mais perigosas, mas no final rodos estão ali porque se importam com você de alguma forma, no final foi mais um ano vivido com altos e baixos, com certeza com passagens memoráveis, a neura social não é nada comparada a isso e que celebremos enquanto estamos vivos!!!

 

 

Uma velhinha acesa <3 (Gente, na verdade eu não acho essa piada engraçada, só quero ilustrar o post)

NIVERSÁRIOOOO… FELIZ!!!

 

Bem, eu poderia falar aqui do meu ano de número 18 que se encerra nesse dia 5, mas vou deixar para falar disso em um eventual texto de ano novo, o que importa é que eu sou um bendito otimista e olhando para trás, eu não lembro de me orgulhar tanto de um ano que passou, esse ano eu provavelmente vou me poupar de uma festa de aniversário, talvez saia para uma pizzaria (é tipo trocar o sujo pelo mal lavado), mas principalmente eu vou estar festejando comigo, pelos altos e baixos e que venha o número 19.

 

Até semana que vem nesse mesmo horário e nesse mesmo canal nesse mesmo blog, nesse mesmo site.

Beijo, beijo, abraço, beijo

04:04 da manhã

Algumas coisas são realmente difíceis de destruir, acabar, ter um ponto final, algumas coisas foram feitas para durar para sempre mesmo que não queiramos, algumas coisas são rápidas e incompreensíveis e outras são longas e confusas.

 

Eu escrevo exatamente às 04:04 da manhã e já me adianto em dizer que talvez esse texto não tenha o mínimo sentido para a maioria das pessoas. Meu universo está cada vez mais confuso, minha vida começa e termina ciclos que parecem independer da minha vontade, pessoas vem e vão, se aproximam e se distanciam com uma velocidade tão rápida que eu só consigo sentir o peso daquilo aos poucos, em ondas crescentes. Talvez por uma questão de baixa audiência ou corte no orçamento os roteiristas da minha vida têm explorado caminhos novos que não condizem com o resto da temporada ou da novela em si. Isso é uma coisa meio louca né?! Esse é um texto sobre uma… UMA ÚNICA CERTEZA… ou incerteza… Eu ainda não sou capaz de decidir.

 

“Nós precisamos de amor”, isso chega a ser cultural e é tão enraizado quanto possível, veja, uma amiga minha tem se sentido uma pessoa má por não se apaixonar há mais de um ano, SÉRIO! Eu sei o quão isso soa estranho, mas pensemos bem… Princesas só têm seu final feliz com o príncipe ao lado delas, heróis só têm seu final feliz quando a mocinha está com eles… Parece que o “felizes para sempre” exige no mínimo dois ingredientes para acontecer, vilões e vilãs são condenados a viver sozinhos e isso pode ser lido como “infelizes para sempre”. Não, eu nunca precisei de ninguém para ser feliz, isso não está em discussão aqui… Por mais que pareça, eu não estou discutindo a necessidade do amor, apenas discutindo superficialmente a força que ele pode ter em nossas vidas. Engraçado que a metade da nossa laranja nem sempre é uma laranja, as vezes queremos que encaixe com uma uva, com uma maçã, com uma pera, com uma melancia ou com uma banana. Não escolhemos rosto, idade, personalidade… OK, eu não serei hipócrita, escolhemos sim.

 

Escolhemos tanto quanto possível e ainda assim é tudo tão difícil quanto se não escolhêssemos.

 

Uma amiga minha costuma dizer que detesta incertezas e eu sempre digo que ela está em uma terrível sinuca de bico porque a vida nada mais é do que uma grande sequencia de incertezas, alguém ai lembrou da fatídica frase dita por avós do mundo inteiro “a única certeza que temos da vida é que vamos morrer ao final dela”? Ok vó, mórbido e estranho, mas verdadeiro.

 

– Pausa – São 04:20 e antes de reescrever esse texto mais uma vez e ter vontade de deletar ele pela milésima, eu preciso beber um gole de café para acordar direito. Ok, vou tentar ser mais centrado a partir desse ponto porque honestamente aquele começo foi meio confuso… Eu juro que não estou chapado só tava divagando ao redor do assunto antes de entrar de uma vez, encare isso como as preliminares antes de… Uma penetração… :X

 

Eu tinha uma certeza, certeza de que não importava o que acontecesse, não importava quanto tempo levasse, não importava quantos douchebags fossem colocados na minha frente, não importava quantas vezes a porta metafísica dos relacionamentos fosse batida na minha cara, eu continuaria do lado de alguém que eu realmente amei. Por muito tempo, de todas as minhas certezas essa era a mais sólida, a mais difícil de destruir e agora é como se ela estivesse encoberta por um grande lençol esmeralda e eu não tivesse coragem de olhar embaixo para ter certeza se ela ainda está inteira. É difícil saber quando aconteceu e como aconteceu ( e se realmente aconteceu), talvez tenha sido um processo gradual, talvez seja uma sensação passageira, mas a certeza (ou incerteza) desse amor me levou a outra certeza… A de que o amor exige um preço. Um preço diferente para cada metade da laranja, banana ou qualquer fruta de sua preferencia.

 

Para alguns o amor cobra a liberdade, as vezes exigindo liberdade para desabrochar e as vezes exigindo que as pessoas abram mão dela em pequenas ou grandes quantidades.

 

Para alguns o amor cobra empenho, para outros cobra tempo, cobra luxúria, cobra experiências, cobra persistência, cobra confiança extrema, cobra companheirismo, amizade, caráter, romance, tempo, joguinhos, individualidade, paixão, sintonia, química, aprendizado, orgulho, cobra serviços de babá  porque você continua insistindo em pessoas infantis e inseguras, seu grande idiota!

– cof cof –

 

Bem…

 

Como diria a música Under Pressure do Queen (+David Bowie).

‘Cause love’s such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves

 

O amor te desafia a mudar a maneira como enxergamos o mundo, ele realmente nos cobra, nos faz sair de nossas zonas de conforto e encarar situações novas, as vezes é cansativo, as vezes é frustrante, as vezes queremos desistir, mas algo nos faz continuar seguindo e continuar pagando o preço por esse sentimento que convenhamos… É MUITO BOM!

 

Bem…

 

O amor parecia me cobrar apenas duas coisas, a primeira era que eu sonhasse, eu sonhasse com os olhos mais lindos dessa maldita cidade perfeitamente arquitetada, mas os sonhos foram batendo cada vez mais forte, foram me exigindo que eu lutasse e damn eu lutei, mas para a outra metade talvez esse amor exigisse realidade e não haveria conciliação. Observando a situação agora, é isso que acontece, talvez eu não consiga mais pagar o que esse amor exige, eu não consigo mais sonhar com isso, a minha perna mais firme quer fraquejar. E a vida prova mais uma vez  que é um conjunto enorme de incertezas. Era a minha vontade de uma realidade contra outra e no final, bem (quantos “bem” eu já disse nesse texto?) é como diz a música Speechless da Leire Gaga…

You popped my heart seams
All my bubble dreams, bubble dreams
I can’t believe how you looked at me
With your Johnnie Walker eyes
He’s gonna get you and after he’s through
There’s gonna be no love left to rye

 

Isso poderia ser triste… Já são 04:58 e depois de escrever e reescrever eu pretendo encerrar logo esse texto ridiculamente desnecessário. Esse conjunto de incertezas poderia ser triste… E agora virá o meu lado irritantemente otimista (Thaís de Castro, lembrando muito de você nesse momento)… Poderia ser triste…

Mas não é maravilhoso?

 

Bem…

 

Provavelmente não…

 

Mas ainda assim, se a vida é uma sequencia finita de incertezas e possibilidades não pode só trazer novidades ruins e as vezes novidades que tratamos primeiramente como ruins podem ser realmente muito boas. A cada novo passo na nossa vida um leque de possibilidades se abre… A certeza que eu tive (e talvez ainda tenha) me trouxe situações, vivencias e sensações inimagináveis e foi ridiculamente importante para o meu ano 18, eu simplesmente não consigo pensar em como esse amor tão simples me fez crescer e evoluir, como sonhar me fez caminhar e me impulsionou por caminhos que eu nem sabia que existiam e talvez para continuar andando eu precise fraquejar, fraquejar não é uma queda, mas se for que eu caia logo de uma vez. Porque a segunda coisa que esse amor me exigiu, e mais importante, a segunda coisa que ele me deu, foi força para ser ainda mais teimoso e cabeça dura do que eu sempre fui.

 

Todos nós temos os nossos amores, todos nós temos as nossas incertezas. Só precisamos parar e pensar. Que preço você tá pagando pelo seu amor? Vale a pena? Se você ainda paga… A resposta obviamente é sim.

 

Talvez seja a hora de puxar o lençol esmeralda e ver o que resta dessa certeza, algumas coisas são realmente difíceis de destruir, acabar, terem um ponto final, algumas coisas foram feitas para durar para sempre mesmo que não queiramos, algumas coisas são rápidas e incompreensíveis e outras são longas e confusas. Esse é o medo que eu tenho que enfrentar e nesse momento é preço que o amor cobra, o preço que eu preciso pagar.

 

(O próximo texto será bem mais leve, sobre aniversários e as situações constrangedoras que eles trazem. Até semana que vem Leires en Jamtlemans)

Corredor Perdido

ACOOOOOOOOOOOOOOOOOOORDA MENINA!

Hoje nós vamos te dar uma receita que é ó… UMA COISA!

– Corredor Perdido – 

Anota os ingredientes:

– 1 sonhador

– 1 cidade global

– ¼ de caderno de anotações

– 1 pitada de Sonhos e contrastes

– 1 musical sobre Drag Queens

 

Há umas duas semanas eu estava em São Paulo para o show da Lady Gaga, o show em si foi ótimo… Ela tem uma voz ótima, cenário, produção, dançarinos… PQP aquela mulher é foda, mas isso não é sobre ela.

 

Chegamos em São Paulo na sexta, o show estava marcado para domingo. Bem, São Paulo é uma cidade grandiosa, eu nunca vi nada igual! Acho que a melhor metáfora para o estilo da cidade é como as pessoas estão sempre correndo e é como diz a música #HungUp: Those who run seem to have all the fun!

 

Brasília é uma cidade linda e única, mas lhe falta muito principalmente no quesito cultural. Pois bem, vamos aos ingredientes: Eu sou o sonhador, São Paulo é a cidade global, meu caderno de anotações sempre está em mãos, sonhos não me faltam, constrastes entre minha cidade natal e São Paulo também não, e o musical sobre Drag Queens é Priscilla – A Rainha do Deserto.

At first, I was afraid, I was petrified…

Musicais são parte da minha vida e eu não poderia ir pra São Paulo e perder a chance de assistir um deles, de assistir esse musical. Eu obviamente não estava em São Paulo sozinho e um dos meus companheiros de viagem que eu vou chamar de “olhos de mel” tinha dito que ia comigo assistir, mas na hora de irmos acabou cedendo ao terceiro membro dessa viagem que já tinha outra coisa inadiável marcada. Eu obviamente fiquei chateado, mas cada um sabe onde se cabe e mesmo não conhecendo a cidade, o teatro, linhas de ônibus ou coisa parecida eu anotei o endereço e fui atrás do que eu queria… Eu começava a correr, entrar no ritmo da cidade. A fila para a compra de ingressos estava enorme e faltando 4 pessoas para eu ser atendido, eu resolvo ligar o celular… Resultado: meus amigos estavam presos e não sabiam onde estava a chave, eu tive que voltar o caminho todo e quando cheguei lá decidi que eu não ia perder o musical (existem dua seções por dia, porém a última começa às 21:00 o que deixa a volta pra casa um tanto quanto perigosa), todos resolveram magicamente que iam comigo… Depois de me deixarem ir sozinho (sem a mínima consideração, em uma cidade desconhecida), me fazerem perder a seção, voltar tudo, eles magicamente se incluíram na minha programação… NÃ-NÃ-NI-NÃ-NÃO! Eu bati o pé e disse que eu ia sozinho… Houve um pequeno climão (quem nunca, né?) e no final eu troquei minha roupa, estava chovendo muito… Coloquei minha carteira e sai sem dar maiores explicações… Dei um abraço no olhos de mel sob a chuva e corri para o metrô e enquanto eu corria para o metro eu me senti tão livre, tão vivo… Fui rindo igual um idiota! Eu entendi o que significa correr, o que significa ter pressa, querer algo tanto… Que você não se importa com o resto, o resto passa a não poder te impedir…

 

O Musical foi magnífico, eu sai dele praticamente meia noite e voltei com o cu na mão (ainda me perdi e não sabia o horário que o metrô fechava), mas bastante pensativo… Escrevi muito no meu caderninho, escrevi sobre sonhos, sobre correr atrás do que queremos… Sobre desistir, sobre correr!

 

Eu vou tentar não parecer neurótico, mas… CARALHO, porque as pessoas parecem continuar desistindo dos seus sonhos e objetivos?! Será que é tão impossível ser bem sucedido? Porque olha como isso é complicado:

 

1 – Pode ser que viver seus sonhos seja realmente algo impossível e as pessoas que diariamente… As ovelhas que diariamente desistem de olhar para o pico da montanha e se satisfazem em seguir com o rebanho possam estar certas… As pessoas que desistem de serem cineastas, estrelas do rock, médico sem fronteiras, astronauta, modelo, escritor (NOSSA, ESCRITOR É UM CLÁSSICO), etc, etc, etc… Elas podem estar certas de desistir ou melhor elas podem estar certas em encarar a realidade e seguir o caminho mais responsável…

– MAS EU NÃO ACREDITO NISSO –

 

Continuando:

 

2 – As pessoas desistem, se isso é o mais responsável ou não… FODA-SE, elas desistem! E desistindo elas se condenam a continuar só no que conhecem. Sem se arriscar elas se limitam…  Alcançar sonhos é difícil? PORRA CLARO! Mas alguém já conseguiu, quando essa ovelha olha pra cima e vê o pico da montanha ela enxerga a silhueta de outras ovelhas… Qualquer pessoa bem sucedida quando começou era tão crua e sem certezas quanto qualquer um de nós (ok, tirando o Eike Batista que já nasceu rico (inserir foto do eike batista sorrindo com alguma piada sobre ter muita grana)). Os vencedores sempre fracassaram, a verdade é que não existe uma pessoa de sucesso no mundo que não tenha fracassado, falhado ou pensado em desistir, talvez a vida escolha os vencedores por etapas… Ela faz todos fracassarem e nisso a maioria desiste, os que perseveram aprendem a se levantar… E assim o joio é separado do trigo. Mas nesse caso é impossível não pensar que todo mundo, todas as pessoas que desistem são de certa maneira covardes e eu falo isso atingindo praticamente todo mundo que eu conheço e de muitas maneiras a mim mesmo. A verdade é que desistir é bem mais fácil, porém não há nada de errado em falta de ambição… É possível ser feliz em qualquer lugar e não só existem sonhos grandiosos, o que eu condeno é ter esses sonhos e varre-los pra debaixo do tapete! Até mesmo os mais simples deles, como ir em um show que você quer muito… Ou assistir um musical

 

Obviamente nem todo mundo vai conseguir… Mas alguém vai e se uma pessoa vai… Porque não eu ou você?

 

Esse texto ficou E-N-O-R-ME! Pois bem, não vou me alongar muito mais… Apenas digo que se você quer algo… Alguém, um sonho ou um objetivo… Grande ou pequeno… Mesmo que esteja chovendo, mesmo que você não tenha ninguém do seu lado, mesmo que você tenha que brigar e bater o pé, se arriscar… CORRA! Corra na direção do que te faz se sentir vivo… Porque em Brasilia não tem musicais, a temporada já está acabando e quando as cortinas se fecharem depois de cantarem I Will Survive você vai estar feliz de ter sido sincero com o que você sente, fazendo birra ou não, você vai estar feliz de ter ido ao seu primeiro musical de verdade e vai estar feliz por ter corrido!

 

Ahhhh e antes que eu me esqueça, a foto do Eike Batista:

“… e então ela me disse que dinheiro não compra felicidade, eu subi no jatinho e fui embora”